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		<title>O consumo e o seu despotismo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 13:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Também o consumo muda de figura ao longo do tempo. Falava-se, antes, de autonomia da produção, para significar que uma empresa, ao assegurar uma produção, buscava também manipular a opinião pela via da publicidade. Nesse caso, o fato gerador do consumo seria a produção. Mas, atualmente, as empresas hegemônicas produzem o consumidor antes mesmo de produzir os produtos. Um dado essencial do entendimento do consumo é que a produção do consumidor, hoje, precede à produção dos bens e dos serviços. Então, na cadeia causal, a chamada autonomia da produção cede lugar ao despotismo do consumo. Daí, o império da informação e da publicidade. Tal remédio teria 1% de medicina e 99% de publicidade, mas todas as coisas no comércio acabam por ter essa composição: publicidade + materialidade; publicidade + serviços, e esse é o caso de tantas mercadorias cuja circulação é fundada numa propaganda insistente e frequentemente enganosa. Há toda essa maneira de organizar o consumo para permitir, em seguida, a organização da produção.</p>
<p>Tais operações podem tornar-se simultâneas diante do tempo do relógio, mas, do ponto de vista da lógica, é a produção da informação e da publicidade que precede. Desse modo, vivemos cercados, por todos os lados, por esse sistema ideológico tecido ao redor do consumo e da informação ideologizados. Esse consumo ideologizado e essa informação ideologizada acabam por ser o motor de ações públicas e privadas. Esse par é, ao mesmo tempo, fortíssimo e fragilíssimo. De um lado é muito forte, pela sua eficácia atual sobre a produção e o consumo. Mas, de outro lado, ele é muito fraco, muito débil, desde que encontremos a maneira de defini-lo como um dado de um sistema mais amplo. O consumo é o grande emoliente, produtor ou encorajador de imobilismos. Ele é, também, um veículo de narcisismos, por meio dos seus estímulos estéticos, morais, sociais; e aparece como o grande fundamentalismo do nosso tempo, porque alcança e envolve toda gente. Por isso, o entendimento do que é o mundo passa pelo consumo e pela competitividade, ambos fundados no mesmo sistema da ideologia.</p>
<p>Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, à redução da presonalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão. É certo que no Brasil tal oposição é menos sentida, porque em nosso país jamais houve a figura do cidadão. As classes chamadas superiores, incluindo as classes médias, jamais quiseram ser cidadãs; os pobres jamais puderam ser cidadãos. As classes médias foram condicionadas a apenas querer privilégios e não direitos. E isso é um dado essencial do entendimento do Brasil: de como os partidos se organizam e funcionam; de como a política se dá, de como a sociedade se move. E aí também as camadas intelectuais têm responsabilidade, porque trasladaram, sem maior imaginação e originalidade, à condição da classe média européia, lutando pela ampliação dos direitos políticos, econômicos e sociais, para o caso brasileiro e atribuindo assim, por equívoco, à classe média brasileira um papel de modernização e de progresso que, pela sua própria constituição, ela não poderia ter.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Milton Santos em: Por uma outra globalização, publicado no ano 2000</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=153&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nota importante &#8211; Eu e o fantástico</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 07:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma história sem importância]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta história tomará novo rumo daqui para frente. Retrocederemos (eu e mais quem?) alguns 50 anos no tempo, até uma época em que Chapecó pouco mais era que uma pequena cidade de colonos gaúchos com ascendência italiana ou alemã; uma terra com pouca ou nenhuma lei, de difícil acesso, e com notável fama de paragem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=138&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="EN"></p>
<p align="justify">Esta história tomará novo rumo daqui para frente. Retrocederemos (eu e mais quem?) alguns 50 anos no tempo, até uma época em que Chapecó pouco mais era que uma pequena cidade de colonos gaúchos com ascendência italiana ou alemã; uma terra com pouca ou nenhuma lei, de difícil acesso, e com notável fama de paragem hostil. Mas, antes de continuar, pretendo registrar estes pensamentos que vieram-me à cabeça durante a madrugada, enquanto tentava dormir.</p>
<p align="justify">Parando para revisar o passado de meu gosto artístico, acabei por descobrir muita coisa a respeito da natureza de minhas preferências, e percebo que as leituras que fiz explicam muito mais sobre minha vida e personalidade do que eu mesmo poderia imaginar. A mim está claro sempre ter priorizado o aventuresco fantástico ao realista contido; o inesperado ao cotidiano enfadonho; os versos do desconhecido à meras descrições do habitual. Mas, sinceramente, nunca havia reparado em o quanto isto tudo me intriga &#8211; pois que sim!, algo nisto muito me intriga &#8211; sempre, sempre me intrigou &#8211; algo de sublime revelado pela incursão do homem em lugares desconhecidos. Então, entre histórias de faroeste, contos de piratas ou desbravadores ultramarinos, e até, quando possível, imaginações a respeito da colonização espacial (talvez, quem duvida, o próximo passo da humanidade curiosa e aventureira), fui construindo meu próprio cânone de leituras, que transformavam um pouco a impressão tediosa que sempre tive: desta época, deste mundo, deste lugar.</p>
<p align="justify">O fato é que me sinto um tanto injustiçado por ter nascido nestes tempos de comodidades, quando quase todos os cantos deste planeta já foram palmilhados por olhos humanos, ou por lentes de satélites &#8211; e os que não foram, com certeza, é por estarem muito bem escondidos no subterrâneo. Sobrevêm a isto uma eterna sensação monotonia, de marasmo, um tédio completo e impossível de reverter. É como não existisse outra opção, a não ser continuar vivendo no meio desta civilização doente. É como se não houvesse um lugar para onde fugir.</p>
<p align="justify">Assim, desde criança, esforço-me ao máximo na tentativa de projetar minha mente ao corpo de criaturas como Ulisses, Hernan Cortez, Cristóvão Colombo, Fernão de Magalhães, James Cook, Edward Teach, Sir. Francis Drake, Robinson Crusoé, Conan da Ciméria, Bilbo Bolseiro, Meriwether Lewis e seu companheiro William Clark, Billy the Kid, Tenente Blueberry, Ken Parker, Phileas Fogg, Long John Silver, Allan Quatermain, Luis Carlos Prestes, Ernesto Guevara, Alexander Supertramp, Perry Rhodan &#8211; aventureiros que, de carne ou de papel, fascinaram a mim e à humanidade com as histórias de seus feitos maravilhosos e mergulhos ao desconhecido. Queria poder ver o mundo com seus olhos fascinados, poder com eles desbravar a natureza selvagem, inserir-me em lugares desconhecidos, viver o dia de hoje sem saber ou importar-me com o lugar onde estaria amanhã &#8211; expor-me, enfim, de peito nu às mais sérias reviravoltas do destino. Fui, desta forma, um garotinho que salvou donzelas presas na torre mais alta do castelo sombrio, um adolescente que duelou com revólveres ao pôr do sol, que atravessou o atlântico em uma fragata e morou por muitos anos sozinho em uma ilha deserta; fui um jovem que pisou na lua e conheceu planetas distantes, que escondeu-se, num porão, dos alienígenas que invadiam a terra; e assim, somente assim, consegui superar as 4 paredes que circundavam meu quarto &#8211; meu habitat imutável, sempre, sempre igual.</p>
<p align="justify">Até tentei, durante uma época, encontrar aventura nas ruas, entre bebedeiras e amizades malucas. Mas nada, simplesmente NADA, acontecia. Então, a vida pareceu perder toda a graça&#8230; e precisei, feliz ou infelizmente, recorrer ao meu antigo, velho refúgio. Sim, é um pouco estranho, eu sei, um homem com a minha idade continuar cultivando estes gêneros, e, volta e meia, realmente me sinto um pouco infantil. Há, certamente, nos dias de hoje, um grande preconceito em relação ao fantástico &#8211; parece-me que os círculos intelectuais estão preocupados demais tentando explicar os dramas existenciais, estão todos muito absortos em buscas filosóficas introspectivas e por demais profundas. Compreendo que talvez esta coisa misteriosa, o dito &#8220;ser&#8221;, seja o lugar desconhecido que o homem de hoje deve tentar desbravar, porque não? De minha parte, passei longo período &#8211; longo, longo mesmo &#8211; tentando descobrir os detalhes do meu &#8220;eu&#8221;, mas, sinceramente, não gostei nada das monstruosidades que vi! E, que tristeza, não posso matar meus demônios com um tiro de pistola ou um golpe de espada certeiro, não posso fugir deles esporeando um cavalo ou içando velas a bombordo, simplesmente NÃO POSSO!</p>
<p align="justify">Mas há um jeito de subjugá-los, apenas um jeito: escrever.</p>
<p align="justify">Tenho um grande amigo que costuma dizer: &#8220;as pessoas procuram motivos para escrever. Eu, simplesmente, escrevo&#8221;. Ora, Rodrigo, vai-te à merda, rapaz. Antes de sentar e escrever, mesmo antes de abrir um livro, há um motivo &#8211; ou uma série deles, que leva o cara até ali. Acredito que o motivo de cada um é diferente, e o meu, provavelmente, nada mais deve ser do que uma ânsia em dividir com as pessoas o mundo tal qual estes olhos o vêem: aquilo que, para a maior parte dos homens, é talvez um simples edifício abandonado, na minha cabeça transforma-se em uma construção assustadora e demoníaca; um simples incêndio criminoso, para mim, pode esconder, e por que não, a tragédia de infâncias perdidas, homens cruéis com um passado difícil; e a história do linchamento de 4 indivíduos em praça pública, isto sim, isto meche com meus brios, de tal forma que tenho a necessidade de que o mundo inteiro saiba comigo os sentimentos de fantasia que estes eventos inspiram &#8211; eventos que ocorreram aqui, nesta terra esquecida, uma história trágica, intensa, que ilustra um lado da natureza humana que a civilização julgava esquecida desde os tempos da inquisição; uma história para a qual muito poucos parecem dar atenção.</p>
<p align="justify"> Esta é a história que eu pretendo contar, como uma brincadeira, um exercício, uma diversão.</p>
<p></span></p>
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		<title>Poesia</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 16:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[luz do banheiro queimada, dia agitado, cheiro de suor em minhas roupas e um bafo quente em meu tênis; puro cansaço, calos nos pés, dor de cabeça e vontade de usar o meu pênis. Que abobado!, trocadilhos tacanhos, sujo e esgotado que estou, preciso de um banho – conforto luxuoso que me concedo. Deitar, acordar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=125&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>luz do banheiro queimada, dia agitado, cheiro de suor em minhas roupas e um bafo quente em meu tênis; puro cansaço, calos nos pés, dor de cabeça e vontade de usar o meu pênis. Que abobado!, trocadilhos tacanhos, sujo e esgotado que estou, preciso de um banho – conforto luxuoso que me concedo.<br />
Deitar, acordar cedo.</p>
<p><em>Cemate</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/125/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=125&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Surtei legal&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 06:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;e não vou mais postar nenhum texto meu nesse negócio, não&#8230;<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=87&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;e não vou mais postar nenhum texto meu nesse negócio, não&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/87/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=87&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Determinismo e Probabilidade</title>
		<link>http://omatte.wordpress.com/2008/04/03/determinismo-e-probabilidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 13:01:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao brincar com uma moeda, verifico que aproximadamente ela cai em duas vezes num lado, uma em duas vezes no outro. Nenhum destes eventos têm a mesma probabilidade. Qual é a lei fundamental da natureza? É uma lei determinista? As leis da mecânica clássica devem, de qualquer maneira, aplicar-se a esta moeda: é uma massa pesada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=64&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao brincar com uma moeda, verifico que aproximadamente ela cai em duas vezes num lado, uma em duas vezes no outro. Nenhum destes eventos têm a mesma probabilidade. Qual é a lei fundamental da natureza? É uma lei determinista? As leis da mecânica clássica devem, de qualquer maneira, aplicar-se a esta moeda: é uma massa pesada e não um átomo. Mas verificamos também que o resultado é probabilístico e não determinístico. Como conciliar probabilidade e determinismo no caso da moeda? Poderia depender da precisão, com que me previ, das condições iniciais. Se posso efetivamente impor condições inicais suficientemente exatas para predizer o resultado do jogo, posso concluir que o resultado é determinístico, e o emprego das probabilidades derivaria, neste contexto, da minha ignorância relativa das condições iniciais (&#8230;) Mas a ignorância é a única fonte das surpresas? NÂO! Existem sistemas dinâmicos tais que nehum conhecimento finito das condições iniciais permite prever o resultado do jogo. Para esta espécie de sistemas dinâmicos basta que mude infinitesamente a minha condição inicial para que outro evento se produza. (&#8230;)</p>
<p>Na concepção clássica, o determinismo era fundamental e a probabilidade era uma aproximação da descrição determinista, derivada da nossa informação imperfeita. Hoje, é o contrário: as estruturas da natureza obrigam-nos a introduzir as probabilidades independentemente da informação  que possuíamos. A descrição determinista não se aplica de fato a não ser a situações simples, idealizadas, que não são representativas da realidade física que nos rodeia.</p>
<p>ILYA PRIGOGINE</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/omatte.wordpress.com/64/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/omatte.wordpress.com/64/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=64&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Disse tudo que tenho a dizer, já que há poucos por quem falar</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 18:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;) Em junho de 1871, o general George Crook chegou a Tucson para assumir o governo do Departamento do Arizona. Poucas semanas depois, Vincent Colyer, um representante especial da Agência índia, chegou a Camp Grant. Ambos os homens estavam particularmente interessados em conseguir um encontro com os principais apaches, especialmente Cochise.             Colyer encontrou-se primeiro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=61&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">(&#8230;) Em junho de 1871, o general George Crook chegou a Tucson para assumir o governo do Departamento do Arizona. Poucas semanas depois, Vincent Colyer, um representante especial da Agência índia, chegou a Camp Grant. Ambos os homens estavam particularmente interessados em conseguir um encontro com os principais apaches, especialmente Cochise.</span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">            Colyer encontrou-se primeiro com Eskiminzin, esperando convencê-lo a voltar à sua disposição pacífica. Eskiminzin viera das montanhas e disse que estava contente por falar de paz com o comissário Colyer. “O comissário provavelmente pensava que encontraria um grande <i><span style="font-style:italic;">capitán</span></i>”, afirmou tranquilamente Eskiminzin, “mas só vê um homem muito pobre sem muito de um <i><span style="font-style:italic;">capitán</span></i>. Se o comissário tivesse me visto a três luas atrás, teria visto um <i><span style="font-style:italic;">capitán</span></i>. Então, eu tinha muita gente, mas muitos foram massacrados. Agora eu tenho pouca gente. Desde que deixei este lugar, estive por perto. Sabia que tinha amigos aqui, mas tinha medo de voltar. Nunca tive muito a dizer, mas isto posso dizer, gosto deste lugar<b><span style="font-weight:bold;">. </span></b>Disse tudo que deveria dizer, já que tenho poucas pessoas por quem falar. Se não fosse pelo massacre, haveria muito mais gente aqui nesse momento; mas depois do massacre, quem poderia ficar? Quando fiz a paz com o tenente Whitman, meu coração estava muito grande e feliz. A gente de Tucson e San Xavier deve ser louca. Agiram como se não tivessem cabeças nem corações&#8230; devem ter sede de nosso sangue&#8230; Essa gente de Tucson escreveu para os jornais e contou a sua história. Os apaches não têm ninguém para contar sua história&#8221;.</span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">            Colyer prometeu contar a história dos apaches ao Pai Grande e aos brancos que nunca a haviam ouvido.</span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">            &#8220;Acho que deve ter sido Deus que lhe deu um bom coração para vir e nos encontrar, ou então o senhor deve ter uma boa mãe e um bom pai que o fizeram tão bondoso&#8221;</span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">            &#8220;Foi Deus&#8221;, declarou Colyer.</span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">            &#8220;Foi&#8221;, disse Eskiminzin, mas os brancos presentes não souberam dizer na tradução se ele falara confirmando ou fazendo uma pergunta.</span></font></p>
<p><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span></font></p>
<p><b><font size="2" face="Arial"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-family:Arial;">Enterrem meu coração na curva do rio – Dee Brown</span></font></b></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/omatte.wordpress.com/61/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/omatte.wordpress.com/61/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/61/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=61&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DAS TRÊS TRANSFORMAÇÕES</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 18:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[“Três transformações do espírito vos menciono: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança. Há muitas coisas pesadas para o espírito, para o espírito forte e sólido, respeitável. A força deste espírito está clamando por coisas pesadas, e das mais pesadas. Há o quer que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=59&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“<span class="st"><font size="+0">Três</font></span> transformações do espírito vos menciono: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Há muitas coisas pesadas para o espírito, para o espírito forte e sólido, respeitável. A força deste espírito está clamando por coisas pesadas, e das mais pesadas.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Há o quer que seja pesado? – pergunta o espírito sólido. E ajoelha-se igual camelo e quer que o carreguem bem. Que há mais pesado, heróis – pergunta o espírito sólido – para eu o ditar sobre mim, para que a minha força se recreie?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Não será rebaixarmo-nos para o nosso orgulho padecer?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Deixar brilhar a nossa loucura para zombarmos da nossa sabedoria?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ou será separarmo-nos da nossa causa quando ela festeja a sua vitória? Escalar altos montes para tentar o que nos tenta?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ou será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento e sofrer fome na alma por causa da verdade? Ou será estar enfermo e despedir a consoladores e travar amizade com surdos que nunca ouvem o que queremos? <!-- D(["mb","\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Ou será nos afundar em água suja\nquando é a água da verdade, e não afastarmos de nós as frias rãs e os quentes\nsapos?\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Ou será amar os que nos desprezam e\nestender a mão ao fantasma quando nos quer assustar?\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;O espírito sólido sobrecarrega-se de\ntodas estas coisas pesadíssimas; e à semelhança do camelo que corre carregado\npelo deserto, assim ele corre pelo seu deserto. No deserto mais solitário, porém,\nse efetua a segunda transformação: o espírito torna-se leão; quer conquistar a\nliberdade e ser senhor no seu próprio deserto.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Procura então o seu último senhor,\nquer ser seu inimigo e de seus dias; quer lutar pela vitória com o grande dragão.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Qual é o grande dragão a que o espírito\njá não quer chamar Deus, nem senhor?\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;“Tu deves”, assim se\nchama o grande dragão; mas o espírito do leão diz: “eu quero”.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;O “tu deves” está\npostado no seu caminho, como animal escamoso de áureo fulgor; e em cada uma das\nsuas escamas brilha em douradas letras: “Tu deves!”\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Valores milenários cintilam nessas\nescamas, e o mais poderoso de todos os dragões fala assim: “em mim brilha\no valor de todas as coisas”. “Todos os valores foram já criados, e\neu sou todos os valores criados. Para o futuro não deve existir o ‘eu\nquero!’”. Assim falou o dragão.",1] );  //--></span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ou será nos afundar em água suja quando é a água da verdade, e não afastarmos de nós <span class="st"><font size="+0">as</font></span> frias rãs e os quentes sapos?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ou será amar os que nos desprezam e estender a mão ao fantasma quando nos quer assustar?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O espírito sólido sobrecarrega-se de todas estas coisas pesadíssimas; e à semelhança do camelo que corre carregado pelo deserto, assim ele corre pelo seu deserto. No deserto mais solitário, porém, se efetua a segunda transformação: o espírito torna-se leão; quer conquistar a liberdade e ser senhor no seu próprio deserto.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Procura então o seu último senhor, quer ser seu inimigo e de seus dias; quer lutar pela vitória com o grande dragão.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Qual é o grande dragão a que o espírito já não quer chamar Deus, nem senhor?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Tu deves”, assim se chama o grande dragão; mas o espírito do leão diz: “eu quero”.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O “tu deves” está postado no seu caminho, como animal escamoso de áureo fulgor; e em cada uma das suas escamas brilha em douradas letras: “Tu deves!”</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Valores milenários cintilam nessas escamas, e o mais poderoso de todos os dragões fala assim: “em mim brilha o valor de todas <span class="st"><font size="+0">as</font></span> coisas”. “Todos os valores foram já criados, e eu sou todos os valores criados. Para o futuro não deve existir o ‘eu quero!’”. Assim falou o dragão. <!-- D(["mb","\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Meus irmãos, que falta faz o leão no\nespírito? Não será suficiente a besta de carga que abdica e venera?\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Criar valores novos é coisa que o leão\nainda não pode; mas criar uma liberdade para a nova criação, isso pode-o o\npoder do leão. Para criar a liberdade e um santo NÃO, mesmo perante o dever;\npara isso, meus irmãos, é preciso o leão.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Conquistar o direito de criar novos\nvalores é a mais terrível apropriação aos olhos de um espírito sólido e\nrespeitoso. Para ele isto é uma verdadeira rapina e próprio de um animal\nrapace.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Como o mais santo, amou em seu tempo\no “tu deves” e agora tem de ver a ilusão e arbitrariedade até no\nmais santo, a fim de conquistar a liberdade à custa do seu amor. É preciso um\nleão para esse feito...\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Dizei-me, porém, irmãos: que poderá\na criança fazer que não haja podido fazer o leão? Para que será preciso que o\naltivo leão se mude em criança?\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;A criança é a inocência, e o\nesquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira sobre si, um\nmovimento, uma santa afirmação.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Sim; para o jogo da criação, meus\nirmãos, é necessário uma santa afirmação: o espírito quer agora a sua vontade,\no que perdeu o mundo quer alcançar o seu mundo. Três transformações do espírito\nvos mencionei: como o espírito se transformava em camelo, e o camelo em leão, e\no leão, finalmente, em criança”",1] );  //--></span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Meus irmãos, que falta faz o leão no espírito? Não será suficiente a besta de carga que abdica e venera?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Criar valores novos é coisa que o leão ainda não pode; mas criar uma liberdade para a nova criação, isso pode-o o poder do leão. Para criar a liberdade e um santo NÃO, mesmo perante o dever; para isso, meus irmãos, é preciso o leão.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Conquistar o direito de criar novos valores é a mais terrível apropriação aos olhos de um espírito sólido e respeitoso. Para ele isto é uma verdadeira rapina e próprio de um animal rapace.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Como o mais santo, amou em seu tempo o “tu deves” e agora tem de ver a ilusão e arbitrariedade até no mais santo, a fim de conquistar a liberdade à custa do seu amor. É preciso um leão para esse feito&#8230;</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Dizei-me, porém, irmãos: que poderá a criança fazer que não haja podido fazer o leão? Para que será preciso que o altivo leão se mude em criança?</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A criança é a inocência, e o esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira sobre si, um movimento, uma santa afirmação.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Sim; para o jogo da criação, meus irmãos, é necessário uma santa afirmação: o espírito quer agora a sua vontade, o que perdeu o mundo quer alcançar o seu mundo. <span class="st"><font size="+0">Três</font></span> transformações do espírito vos mencionei: como o espírito se transformava em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança. <!-- D(["mb","\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt;Assim falou Zaratustra.\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt; \u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial\"\&amp;gt; \u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-indent:35.4pt\"\&amp;gt;\u003cb\&amp;gt;\u003cfont size\u003d\"2\" color\u003d\"black\" face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:black;font-weight:bold\"\&amp;gt;Friedrich Nietzsche\u003c/span\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/b\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\n\u003c/div\&amp;gt;\n\n\u003c/div\&amp;gt;\n\n\n",0] ); D(["ce"]);  //--></span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Assim falou Zaratustra&#8221;.</span></font></p>
<p style="text-indent:35.4pt;"><font size="2" face="Arial"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Friedrich Nietzsche</strong></span></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/omatte.wordpress.com/59/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/omatte.wordpress.com/59/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=59&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os ninguéns</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 16:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[As pulgas sonham com comprar um cão, e os ningueéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=16&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pulgas sonham com comprar um cão, e os ningueéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.</p>
<p>Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada.</p>
<p>Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:</p>
<p>Que não são, embora sejam.</p>
<p>Que não falam idiomas, falam dialetos.</p>
<p>Que não praticam religiões, mas sim superstições.</p>
<p>Que não fazem artre, fazem artesanato.</p>
<p>Que não são seres humanos, são recursos humanos.</p>
<p>Que não têm cultura, e sim folclore.</p>
<p>Que não têm cara, têm braços.</p>
<p>Que não têm nome, têm número.</p>
<p>Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.</p>
<p>Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.</p>
<p align="right"><em>Eduardo Galeano &#8211; O livro dos abraços</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/omatte.wordpress.com/16/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/omatte.wordpress.com/16/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=16&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Matte</media:title>
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		<title></title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jun 2007 17:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[As portas da percepção estão abertas&#8230;<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=15&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img border="0" width="381" src="http://www.geocities.com/Athens/Oracle/4486/peyotl.jpg" height="367" /></p>
<p>As portas da percepção estão abertas&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/omatte.wordpress.com/15/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/omatte.wordpress.com/15/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=15&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Matte</media:title>
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		<media:content url="http://www.geocities.com/Athens/Oracle/4486/peyotl.jpg" medium="image" />
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		<title>Aos civilizados</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 13:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>omatte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o territórioocupado por aqueles índios. Faz já 147 anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta: &#160; &#160; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=13&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><font size="5" color="#000000" face="Arial"><em><img border="0" align="baseline" width="311" src="http://www.texbr.com/artigos/artigos2004/imagens/sie_ah07_img1.jpg" height="356" style="width:311px;height:355px;" /></em></font></p>
<p align="left"><strong>Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o territórioocupado por aqueles índios. Faz já 147 anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:</strong></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">“O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”</p>
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<p style="margin-bottom:0;" class="western">Extraído de:</p>
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<p style="margin-bottom:0;" class="western">http://www.culturabrasil.org/palavrasdeindios.htm</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/omatte.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/omatte.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/omatte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/omatte.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=omatte.wordpress.com&amp;blog=1141163&amp;post=13&amp;subd=omatte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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