Determinismo e Probabilidade
Ao brincar com uma moeda, verifico que aproximadamente ela cai em duas vezes num lado, uma em duas vezes no outro. Nenhum destes eventos têm a mesma probabilidade. Qual é a lei fundamental da natureza? É uma lei determinista? As leis da mecânica clássica devem, de qualquer maneira, aplicar-se a esta moeda: é uma massa pesada e não um átomo. Mas verificamos também que o resultado é probabilístico e não determinístico. Como conciliar probabilidade e determinismo no caso da moeda? Poderia depender da precisão, com que me previ, das condições iniciais. Se posso efetivamente impor condições inicais suficientemente exatas para predizer o resultado do jogo, posso concluir que o resultado é determinístico, e o emprego das probabilidades derivaria, neste contexto, da minha ignorância relativa das condições iniciais (…) Mas a ignorância é a única fonte das surpresas? NÂO! Existem sistemas dinâmicos tais que nehum conhecimento finito das condições iniciais permite prever o resultado do jogo. Para esta espécie de sistemas dinâmicos basta que mude infinitesamente a minha condição inicial para que outro evento se produza. (…)
Na concepção clássica, o determinismo era fundamental e a probabilidade era uma aproximação da descrição determinista, derivada da nossa informação imperfeita. Hoje, é o contrário: as estruturas da natureza obrigam-nos a introduzir as probabilidades independentemente da informação que possuíamos. A descrição determinista não se aplica de fato a não ser a situações simples, idealizadas, que não são representativas da realidade física que nos rodeia.
ILYA PRIGOGINE

“…e Deus, a grande ogiva ao fim de tudo.”
(Fernando Pessoa)
“a teoria das probabilidades é uma pilhéria”
(Manuel Bandeira)
“cada cabelo de vossas cabeças está contado”
(Jesus Cristo)
Durante os 3 anos em que eu estudei Engenharia, só fiz é me convencer de que o livro que realmente não podemos deixar de ler é a Bíblia.
Deixei de crer em Charles Darwin, e até mesmo na teoria do Big-Bang!
=D
marcos